A sexualidade como função fisiológica e o desejo sexual como necessidade orgânica primária. A educação sexual – para homens e mulheres – como estratégia para solucionar não só o problema das doenças venéreas, mas outros como a desarmonia conjugal e as perversões sexuais. A legitimação e institucionalização da andrologia, a ciência do homem. A crítica à abstinência sexual socialmente imposta às mulheres solteiras e viúvas. Essas eram algumas das ideias defendidas pelo autoproclamado sexólogo e andrologista brasileiro José de Albuquerque, médico que, embora tenha enfrentado tabus, levantado polêmicas e causado rebuliço na elite carioca nos anos 1930, ficou esquecido ao longo das décadas seguintes. Mas agora esse importante personagem da história da sexualidade no Brasil volta à cena com a publicação de sua autobiografia até então inédita. “Enfim, para além das peripécias de uma vida bastante agitada e de uma singular trajetória profissional, a autobiografia desvela aspectos interessantíssimos do desenvolvimento das ciências médicas no Rio de Janeiro do entreguerras. Nela, aparecem seus principais personagens, a vida em suas escolas e o universo de sua prática”, afirmam os organizadores. “Sua leitura na segunda década dos anos 2000 permite colocar em uma nova perspectiva a própria história da sexualidade no Brasil, um campo que hoje, como nos anos 1930, continua tensionado por inúmeros dilemas, conflitos e imes”. 1h1n1m
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